Existe um grande rumor de que a carne de porco faz muito mal para a saúde, seja por conter um alto nível de colesterol ou pelo fato de que o animal vive em lugares propícios a contrair doenças, se alimentando de lavagem, verduras estragadas e muitas vezes até de lixo. 

Mas será que a carne suína traz mesmo tantos riscos à saúde? Que enfermidades podem ser transmitidas por meio do seu consumo? Se quiser tirar todas as suas dúvidas sobre esse assunto, continue a leitura!

O que a ciência diz sobre a carne de porco

Antes de mais nada, é preciso saber que a alimentação dos porcos não segue, necessariamente, padrões sanitários rígidos. Muitas vezes, as toxinas que circulam no corpo do animal não são totalmente eliminadas, e se acumulam nas células de gordura, nos seus órgãos e na sua carne.

Para o consumidor, é praticamente impossível saber se o que chega ao seu prato está ou não contaminado. Afinal, quem pode confiar na fiscalização das normas de higiene e segurança alimentar em nosso país?

Assim, a ciência aponta que realmente existe um alto risco no consumo de carne suína para o organismo humano. O porco pode ser uma fonte de várias doenças e parasitas e, quando a carne está crua e não é tratada adequadamente, costuma conter toxinas perigosas, vermes e enfermidades latentes.

Um simples pedaço de carne de porco pode esconder muitos perigos e oferecer grandes riscos à saúde. Veja alguns deles abaixo:

Bactérias

Em 2013, uma investigação realizada pela Consumer Reports nos Estados Unidos analisou 200 amostras de carne de porco crua (costeletas e carne moída).

A descoberta é alarmante: 69% das amostras estavam contaminadas com bactérias que causam doenças graves nos seres humanos, entre elas Yersinia enterocolitica, salmonella, Staphylococcus aureus e Listeria monocytogenes. Os sintomas vão desde febre e diarreia até dor abdominal aguda.

Outro dado preocupante revelado no mesmo estudo é que muitas dessas bactérias se mostraram resistentes aos antibióticos que são normalmente usados nos tratamentos médicos atuais.

Parasitas

Diversos estudos científicos comprovam que o porco criado em chiqueiro é portador de muitos vermes, parasitas e micro-organismos nocivos ao corpo humano, podendo causar diversas doenças, tais como:

Teníase

Um dos mais perigosos é o Taenia Solium, um verme parasita que pode chegar a 13 metros de comprimento. O consumo da carne de porco mal passada contaminada com larvas de tênias (cisticercos) transmite uma doença chamada teníase (solitária).

A formação dos cisticercos no porco é conhecida como “canjiquinha”. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não significa que a carne é mais macia. Ao consumi-la, a pessoa ingere esses cisticercos (larvas), que evoluem no intestino do individuo até a fase adulta da larva, causando a teníase.

Em muitos casos, a pessoa nem desconfia de que contraiu a doença, já que os sintomas só se manifestam em casos mais graves ou crônicos, e podem incluir perda de peso sem motivo aparente e dores na barriga e no estômago.

Os ovos e esporos da tênia resistem à maioria dos produtos químicos, e a larva pode sobreviver por vários anos no intestino humano, muitas vezes contaminando o ambiente.

Neurocisticercose

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