Os grãos leguminosos fazem parte não só da história contemporânea, mas sempre estiveram na mesa do ser humano há séculos. Seus nutrientes e vitaminas desde sempre beneficiaram aqueles que desde muito tempo já os cultivavam com a consciência de que estavam consumindo saúde.

Vamos ver alguns exemplos já cultivados durante a história e as civilizações que os consumiam:

O grão-de-bico era já cultivado nos países mediterrâneos, em especial na Espanha e no Oriente. Sempre se desenvolveram bem em solos calcários, se adaptando e suportando bem a secura, mas necessitam de temperaturas elevadas para o seu crescimento. Os Gregos o conheciam bem e chamavam-no de erebinthos ou brios. Aristófanes e Homero, que no canto XV da llíada, comparava as flechas que eram disparadas contra o escudo de Menelau com os grãos-de-bico que quando malhados, saltavam sobre a eira.

Os romanos usavam o grão-de-bico em festas florais como são usados hoje os confeitos.

Na Itália ainda é costume consumir grão-de-bico no Dia de Defuntos como comida expiatória, isso remonta a ideia de dedicar lentilhas aos mortos.

A lentilha também sempre foi consumida na história, por exemplo, no Egito é consumida dês do ano 3.000 a.C, e estão registrados nos relevos do túmulo de Ramasés II, em Tebas.

Também em sânscrito e persa antigo a lentilha tinha seu nome próprio. É muito conhecida no registro bíblico da comida com lentilhas de Esaú e a Davi também foram oferecidas lentilhas no deserto. Na Bíblia a lentilha é chamada de adascinm, palavra que chegou ao árabe quase sem alterações.

A ervilha tem sua história um pouco confusa. Nos segmentos o Neolítico só foram descobertas algumas sementes, mas em Tróia era mais consumida. O atual nome árabe, basilla, é procedente do italiano.

Esses alimentos contêm muita proteína e são ricas em lipídios, como a soja, do qual de obtém também o óleo culinário. Sempre foram exploradas pelas civilizações mais remotas e até hoje estão presentes na culinária.