De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a depressão será a doença mental mais incapacitante do mundo até 2020. Estima-se que 300 milhões de pessoas ao redor do planeta sofram com o problema.

Apesar dos números expressivos, é grande ainda o estigma e o desconhecimento sobre a doença, o que faz com que muitas pessoas deixem de buscar tratamento. Pensando nisso, preparamos um guia para que você possa entender melhor as causas e sintomas da depressão e descobrir como uma dieta vegetariana pode ajudar no tratamento.

Acompanhe a leitura!

Entendendo a diferença entre tristeza e depressão

Antes de descobrir o que é possível fazer para tratar a doença, é preciso entender bem a diferença entre tristeza e depressão. Infelizmente, a vida não é feita só de alegrias, e sentir-se triste ou desanimado em alguns momentos é perfeitamente normal.

Em geral, a tristeza é provocada por algum evento específico – como o fim de um relacionamento ou a perda de um emprego, por exemplo -, cessando após um período. Já a depressão, embora também possa ser desencadeada por um acontecimento pontual, nem sempre está ligada a isso.

Outra diferença entre tristeza e depressão diz respeito à duração dos sintomas. Em geral, estados de desânimo que duram mais de 15 dias precisam ser avaliados por um profissional.

A depressão também costuma provocar alguns sintomas bastante específicos, como desinteresse por cuidar da aparência ou mesmo da higiene pessoal, alterações bruscas no apetite e no sono e um desinteresse persistente não só nas tarefas cotidianas, como trabalho ou estudo ou em atividades que antes costumavam causar prazer.

Conhecendo as causas e sintomas e cuidando da depressão

Uma vez que você entendeu melhor a diferença entre tristeza e depressão, é importante saber que a doença pode atingir pessoas de qualquer idade e que nem sempre é fácil reconhecer seus sintomas em um parente ou amigo.

Ao contrário do que se pode imaginar, o depressivo nem sempre apresenta um semblante triste ou está chorando constantemente. Isso porque embora esses possam ser alguns sinais de que a doença está se instalando, eles não os únicos. Conheça outros:

  • irritabilidade;

  • baixa autoestima;

  • insônia ou excesso de sono;

  • ansiedade e pessimismo;

  • pensamentos recorrentes sobre morte;

  • perda ou excesso de apetite;

  • dificuldade de concentração;

  • perda da libido;

  • fraqueza;

  • angústia ou sensação de impotência para lidar com as tarefas diárias.

Esses sintomas são provocados por um desequilíbrio na química do cérebro, que experimenta uma baixa na oferta  da serotonina, neurotransmissor ligado à sensação de prazer e bem-estar.

Esse desequilíbrio pode ser provocado por uma série de fatores, como histórico familiar, estresse crônico, traumas físicos e psicológicos, sedentarismo, alimentação inadequada, excesso de peso ou até mesmo questões pontuais, como uma separação conjugal ou a morte de um ente querido.

O diagnóstico da doença deve ser feito por um médico e o tratamento da depressão precisa ser feito em várias frentes. Em geral, o psiquiatra recomenda a associação de medicamentos antidepressivos, que ajudam a reequilibrar os níveis de serotonina no cérebro, com tratamento psicoterápico, que auxilia no levantamento e tratamento dos fatores que desencadearam o problema.

 

Usando a dieta vegetariana no combate à depressão

Ainda que o tratamento da depressão envolva na maior parte do casos a associação de medicação e psicoterapia, algumas outras medidas podem fazer toda a diferença no alívio dos sintomas da doença.

Além da prática de exercícios físicos, que ajudam o corpo a produzir tanto serotonina quando endorfina, outro neurotransmissor relacionado à sensação de relaxamento e bem-estar, a dieta vegetariana pode ser uma aliada poderosa no combate à depressão.

Segundo um estudo publicado na American Journal of Health Promotion, 18 semanas de dieta vegetariana ajudaram a melhorar significativamente os sintomas de depressão, fadiga e ansiedade, bem como melhorar a produtividade. Conheça alguns alimentos que devem estar no cardápio de quem enfrenta a doença:

  • mel: o alimento estimula a produção de serotonina e ajuda a aumentar a sensação de bem-estar. O ideal é consumir até 2 colheres de sopa por dia, puro ou como acompanhamento de frutas e iogurtes;

  • oleaginosas: castanhas do pará, nozes e amêndoas são ricas em selênio, elemento com alto poder antioxidante e que ajuda combater o estresse e a depressão. No entanto, como são bastante calóricas, sendo importante não exagerar no consumo diário;

  • aveia: rica em vitaminas do complexo B e E, além de ajudar no funcionamento do intestino, reduz a ansiedade e é um excelente auxiliar no combate à depressão.

Ajudando quem está com depressão

Se algum familiar ou amigo está enfrentando o problema, é importante que você adote uma postura de acolhimento para ajudá-lo a superar a doença. Veja algumas medidas que você pode adotar:

  • não julgue: frases como “se você quisesse mesmo, sairia disso” ou “se não fosse tão sensível, não passaria por isso”, só ajudam a provocar sentimentos de culpa e piorar a situação;

  • escute mais do que fale: mais do que tentar apontar caminhos ou soluções para o problema, apresente-se como uma pessoa disposta a ouvir o que o depressivo tem a dizer;

  • seja encorajador: incentive o depressivo a ter pensamentos positivos em relação ao futuro, a lembrar-se de seus objetivos e planos, bem como das atividades que gostava de se dedicar, sem no entanto forçar qualquer atitude.

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