Pensar com a cabeça ou com coração? Muitas vezes pensamos que estes dois órgãos tão importantes estão completamente separados um do outro. No entanto, esses órgãos estão intimamente conectados e, quando suas emoções afetam adversamente seu cérebro, a saúde do coração também é afetada.

Estados mentais negativos – incluindo depressão, ansiedade, solidão, raiva e estresse crônico – podem aumentar o risco de doenças cardíacas ao longo do tempo ou piorar os problemas cardíacos que já existem. Entenda melhor essa relação tão delicada e como proteger a saúde do coração com as dicas a seguir.

Um ponto de partida para o equilíbrio entre a saúde do coração e a do cérebro

Se você sofre de estresse, raiva, ansiedade, preocupação, depressão ou problemas de autoestima, converse com seu médico mais próximo – ou com um cardiologista, se você tiver um de confiança.

Uma consulta com um psicólogo também pode ser muito útil. Juntos, eles podem ajudar a descobrir qual dessas terapias potenciais podem proteger melhor seu estado psicológico, seu cérebro e seu coração.

Como as emoções negativas afetam a saúde do coração?

Tomemos, por exemplo, a cardiomiopatia por estresse – também conhecida como síndrome do coração partido. Estudos demonstraram que o risco de um ataque cardíaco aumenta 21 vezes em 24 horas após a perda de um ente querido.

O coração pode ser afetado por outros choques, de intensidade maior ou parecida a de uma perda deste tipo. A cardiomiopatia por estresse pode ocorrer em reação a notícias estressantes, como o diagnóstico de câncer de um ente querido. E emoções fortes, como raiva, podem causar ritmos cardíacos irregulares.

O estresse também pode ser prejudicial à saúde do coração. Pessoas sob estresse podem experimentar um aumento em sua pressão arterial e frequência cardíaca. O estresse crônico expõe o corpo a níveis insalubres e persistentemente elevados de hormônios do estresse, como o cortisol, e também pode mudar a forma como o sangue coagula. Todos esses fatores podem preparar o cenário para um futuro ataque cardíaco ou derrame.

As emoções negativas também podem afetar os hábitos de vida, o que por sua vez pode aumentar o risco de doença cardíaca. Por exemplo, pessoas que estão estressadas cronicamente, ansiosas, deprimidas ou com raiva podem ter mais chances de consumir álcool em excesso, fumar, comer demais e fazer menos exercícios – todos estes são hábitos prejudiciais que fazem mal ao seu coração.

Cuidados para preservar a saúde do coração

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 17,5 milhões mortes em todo o mundo.

Para fugir dessa triste estatística, é preciso ir além de bons hábitos alimentares e da prática regular de exercícios físicos: é preciso monitorar possíveis sinais de depressão e ansiedade para garantir a saúde do coração.

Também já existe um novo recurso baseado na emoção para a saúde do coração, chamada psicologia cardíaca, que se concentra nas necessidades da saúde mental dos pacientes cardíacos. A abordagem conta com ferramentas que auxiliam no gerenciamento de estresse e psicoterapia, para ajudar os pacientes a lidar com sua doença.

O coração e a mente coexistem. Não ignore emoções que podem sobrecarregar sua vida, como estresse crônico, ansiedade, depressão e raiva. Encontre maneiras de cuidar do seu bem-estar emocional e seu coração agradecerá.

Dicas para ter um coração saudável e longevo

  • Reconheça seus sentimentos e expresse-os: converse com seus entes queridos, escreva em um diário ou participe de um grupo de apoio. Procure ajuda profissional se precisar;
  • Saiba lidar com o estresse do dia a dia: gerencie o estresse com meditação, oração e exercícios de respiração profunda;
  • Fuja do consumo de “bengalas emocionais”: evite o consumo de bebidas alcoólicas em excesso e não fume, já que estas coisas impactam sua saúde negativamente em outros aspectos;
  • Pratique atividade física regularmente: tente uma caminhada rápida de 15 minutos ou comece trocando os elevadores pelas escadas. Você também pode praticar natação, ciclismo, jardinagem ou dança;
  • Adote bons hábitos alimentares: opte por uma dieta saudável, rica em alimentos com muitos ácidos graxos ômega-3, que têm efeitos anti-inflamatórios. A dieta vegetariana pode ajudar nessa tarefa – saiba mais a seguir.

Benefícios da alimentação vegetariana para a saúde do coração

A dieta vegetariana geralmente apresenta níveis mais baixos de gordura total, gordura saturada e colesterol – se comparada à alimentação à base de proteína animal – e ainda garante um maior consumo de fibras, magnésio, potássio e antioxidantes, como as vitaminas C e E.

A dieta vegetarianas pode ajudar na manutenção de uma pressão arterial mais baixa, níveis melhores de colesterol, peso saudável e menor incidência de diabetes tipo 2, ajudando a reduzir o risco de doenças cardíacas e derrames.

Para saber mais sobre saúde do coração, trouxemos este vídeo especial para você:

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