Estima-se que no Brasil cerca de 6% das crianças e 3,5% dos adultos sofram com algum tipo de alergia alimentar. A possibilidade de sofrer uma reação, que pode variar de uma simples vermelhidão na pele até anafilaxia, condição potencialmente fatal, faz com que portadores do problema e cuidadores vivam em estado de alerta constante.

O cenário é agravado pela dificuldade em encontrar rótulos que indiquem claramente a presença ou mesmo eventual contato com agentes causadores de alergia e pelo desconhecimento de grande parte da população a respeito da seriedade do problema, o que pode provocar reações graves, especialmente em crianças em idade escolar.

No entanto, uma alimentação saudável e inclusiva é, sim, possível. É cada vez maior o número de iniciativas dedicadas à elaboração de produtos voltados para esse público, o que possibilita o acesso a pratos saborosos sem abrir mão da saúde e da segurança.

Além disso, quanto maior for a divulgação em torno do tema, maiores são as chances de conscientização da população a respeito da importância da inclusão dos portadores de alergia alimentar. Saiba mais sobre o assunto!

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A alergia alimentar – diferente da intolerância alimentar, como você pode ler em artigo do nosso blog – nada mais é do que uma reação do organismo a substâncias que ele deveria considerar inofensiva, os chamados agentes alérgenos.

Quando em contato com essas substâncias, o organismo entende que está diante de um “inimigo” a ser combatido. É nesse momento que se apresentam os sintomas, ou reações alérgicas, que podem variar de vermelhidão na pele, inchaço e urticária até dificuldade para respirar, vômito e choque anafilático, que pode matar.

Entre os principais agentes que podem provocar alergia estão leite, glúten, soja, ovos, amendoim, gergelim e frutos do mar. O aumento progressivo do número de portadores de alergia alimentar nos últimos anos é objeto de estudo pela ciência.

A principal hipótese é de que essa elevação esteja relacionada tanto a fatores ambientais como ao estilo de vida, já que o número de alérgicos é maior nos países onde há alto consumo de industrializados e uma dieta menos saudável.

 

Quais são as dificuldades enfrentadas pelos portadores de alergia alimentar?

Portadores de alergia alimentar enfrentam uma série de desafios diários. O primeiro diz respeito à dificuldade de encontrar produtos com rótulos que especifiquem claramente potenciais agentes alergênicos ou não façam essa indicação com letras pequenas e termos técnicos, o que dificulta a identificação e compreensão.

Desde 2016, a aprovação de uma lei que obriga fabricantes a listar prováveis ingredientes alergênicos no rótulos dos industrializados tornou a vida de alérgicos e cuidadores um pouco mais simples.

Isso porque muitas vezes a reação alérgica pode ser desencadeada pelo simples contato do alimento com o agente alergênico durante a preparação, ainda que ele não seja um ingrediente habitual, o que é chamado de contaminação cruzada.

Entre as iniciativas mais expressivas por uma alimentação saudável e inclusiva figura o Põe no Rótulo, movimento social que luta para ampliar a conscientização sobre o tema.

A ela, vem se somando outras instituições públicas e privadas que visam melhorar a qualidade de vida dos portadores da condição, como a Superbom, que desenvolve alimentos veganos, vegetarianos e livre de diversos agentes alérgenos.

Outra dificuldade enfrentada por quem sofre de alergia alimentar diz respeito à questão cultural: como o assunto ainda é pouco divulgado, não é incomum que pessoas que não possuam alergia alimentar, ou uma tenha alguém próximo com a condição, enxergue o problema como secundário ou excesso de zelo familiar.

Em novembro de 2017,  por exemplo, uma criança norte-americana, de 3 anos, portadora de intolerância severa à proteína do leite acabou falecendo vítima de um choque anafilático por consumir na escola um sanduíche de queijo entregue por um funcionário da creche.

Por último, a oferta de produtos sem glúten, sem lactose e sem outros alergênicos também só passou a aumentar nos últimos anos, o que promoveu uma verdadeira revolução na maneira de se alimentar dessas pessoas.

Atualmente, com a ajuda desses produtores, é possível pensar em uma alimentação saudável, inclusiva e, principalmente, saborosa. Massas, pães, queijo e leite passaram a figurar no cardápio de intolerantes, que ganharam não só diversidade à mesa como mais facilidade para socializar em eventos familiares, confraternizações ou na escola, o que sempre foi um problema para portadores da condição – como pode ser conferido no post Como lidar com restrições alimentares em restaurantes.

Achou importante saber um pouco mais sobre alergia alimentar e os desafios enfrentados por quem sofre com o problema? Então aproveite para conhecer a linha de produtos saudáveis e inclusivos da Superbom e coloque-os já no seu cardápio!