Continuando a lista de mitos e verdades sobre o vegetarianismo, a gerente industrial da Superbom, Cristina Ferreira, pontua mais alguns itens.

MITO: Que os adeptos não consomem proteínas. Os vegetarianos têm à disposição dietas ricas em outras fontes de proteínas, como soja, feijão, ervilha, castanhas, nozes. “A Superbom, por exemplo, tem uma linha de proteínas vegetais, como medalhão, almôndegas, hambúrguer, salsicha e escalope, que contemplam estes nutrientes, com o  sabor muito similar das receitas tradicionais. Além da praticidade, pois são produtos prontos que não precisam de nenhuma elaboração, apenas aquecer. Com isso, o adepto pode suprir a necessidade diária de proteína que é de 75g  por dia, conforme RDC 360 da ANVISA“, complementa a gerente.

VERDADE: Em relação às grávidas vegetarianas, é verdade que elas precisam de mais nutrientes durante a gestação. Segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), o uso de suplementos de ácido fólico e polivitamínicos é recomendando para qualquer gestante que não consegue consumir as vitaminas e mineiras necessários com a dieta regular, seja  ela adepta a dieta vegetariana ou não.

MITO: Os vegetarianos tendem a viver menos. Um estudo feito pela Loma Linda Universit (EUA), com 70 mil voluntários da Igreja Adventista do Sétimo Dia, aponta que os vegetarianos têm um risco 12% menor de vir a óbito. Portanto, eles têm uma longevidade maior.

VERDADE: As crianças vegetarianas podem ter o desenvolvimento comprometido caso não tenham uma dieta bem planejada e um acompanhamento nutricional rigoroso. A reposição constante de vitamina B12 e o consumo de grandes quantidades de verduras, legumes, frutas  e grãos são essenciais. “Em geral, elas são  mais magras que as crianças  que se alimentam com proteínas animais, mas existem casos de crianças vegetarianas que tiveram  comprometimento neurológico por não terem uma dieta adequada”, esclarece Cristina. Portanto, a recomendação aos pais é que procurem o auxílio de médicos e/ou nutricionistas, para que possam orientar corretamente a dietas das crianças vegetarianas e veganas, montando um cardápio equilibrado de acordo com a idade e o estilo de vida da criança ou adolescente.

O mais importante quando o assunto é vegetarianismo é a informação. “Quanto mais a pessoa conhecer a procedência do que consome, as necessidades do próprio corpo e a composição de uma dieta equilibrada, que seja capaz de fornecer os nutrientes necessários, mais certeza ela terá de que está no caminho certo quanto aos seus hábitos alimentares, melhorando assim sua qualidade de vida”, conclui a gerente.