Estamos acostumados a cozer os alimentos para torná-los mais saborosos. Mas muitas vezes nos enganamos com essa ideia, pois nem sempre damos a oportunidade de experimentar e utilizar o modo natural dos vegetais para que possamos dar mais oportunidade para os nutrientes serem plenamente absorvidos e desfrutados em nosso corpo.

Mesmo com o apego que a sociedade atual tem com os fogões e fornos,  existe uma forte corrente de pessoas que defendem a não utilização desses eletrodomésticos em suas rotinas. O crudivorismo ou crudismo é uma tendência alimentar que vem ganhando força nos Estados Unidos e Europa. Pessoas que preferem excluir o cozimento da sua dieta.

A cultura do crudismo

Parece uma medida muito drástica, mas especialistas afirmam que existem diversas vantagens de adotar o estilo de vida. Dentre elas, podemos destacar a maior frequência da ingestão de frutas, hortaliças e sementes. Nutricionistas garantem que a prática proporciona o aproveitamento integral das propriedades que geralmente são desperdiçadas durante o cozimento.

Vale ressaltar que já é considerado um alimento “cozido” os que sofreram aquecimento superior a 48 graus. Outro ponto de destaque fica por conta da agregação de fibras à dieta, em virtude da prática de não utilizar o fogo no preparo de refeições. Boa parte da população sofre de prisão de ventre, mas, se consumíssemos mais alimentos crus, talvez o problema seria menos recorrente. Mas atenção, apesar de todos esses benefícios, é importante ressaltar que uma dieta sem alimentos cozidos pode cair numa monotonia geradora de ausências perigosas em nosso organismo. Um exemplo é o déficit de calorias, proteínas e lipídeos, levando má nutrição aos que defendem essa conduta alimentar.

A dica é a de que utilizamos ao máximo dos alimentos naturais em seu estado original, mas mantendo também uma dieta com o auxílio do fogão para que exista equilíbrio nos hábitos alimentares.

Fonte: Vya Estrelar